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O desenho
dos espaços expositivos do Centro de Exposições (CE) propicia
um interessante diálogo entre artistas e arquitecto. O
espectador é o principal privilegiado desta arquitectura que
desafia os princípios expositivos comuns, e que se relaciona
inter paris com os objectos artísticos mais contemporâneos.
O Centro de
Exposições poderá ser entendido como um espaço de dar a ver
sobre uma determinada forma. À simples exposição de obras de
arte, privilegiar-se-á o encontro com os públicos, a mediação,
a transcrição de conteúdos, a elaboração de sucessivos
dispositivos que acolham o verdadeiro sentido visual das
propostas artísticas. É nesta medida que o olhar será
eminentemente antropológico, quer dizer, construído a partir
da pluralidade de áreas do saber que compreendem a natureza
humana. Ao invés de cartografar os domínios da arte
contemporânea, pretendemos “ver em profundidade”, relacionando
sempre que possível as imagens actuais com outras, mais
antigas.
No CE, a exposição de manifestações e de
objectos artísticos articula-se com a realização in situ dos
Ateliers de Criação e Experimentação (ACE) para jovens e menos
jovens. Imaginamos este espaço sob a metáfora de um imenso
cais de chegada e de partida de imagens em sobrevivência, de
viajantes, de histórias dos nossos dias, de tempos
anacrónicos. Nesta medida, será possível que o visitante
contacte com a montagem de uma exposição, que tenha acesso a
uma programação regular de visitas, que desça da
Biblioteca
com um livro na mão para se sentar a ler perto de uma obra
exposta ou que passeie ao acaso, apenas para deixar o tempo
passar.
Acolhimento e orientação
O Centro de Artes possui sinalética apropriada para orientar
os visitantes, bem como textos de sala. No balcão de
atendimento do piso 0 encontram-se técnicos com a função de
acolher e informar os visitantes.
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